quinta-feira, 4 de setembro de 2014

dia 1



Os motivos que me fizeram voltar à Manaus de maneira imediata não importam, mas no fundo eu bem que queria ter podido voltar a pisar na capital  amazonense há mais tempo. 
Minha primeira troca entre oxigênio e dióxido de carbono foram bem longe da floresta, mais pra Chuí do que Oiapoque, embora eu sinta que Manaus é uma dessas cidade-recompensa.
Viajando pra dedéu de alguns anos pra cá, observei que a maioria dos lugares são cheios de homens de terra; que passam dias da semana cravados em balcões, fincados em escrivaninhas, pregados em cadeiras desconfortáveis que lhes darão boas dores nas costas no fim do dia, da semana, da vida. O que elas fazem alí?
Já notaram como a água é carregada de um possante magnetismo? Todos de terra firme vindo de becos, ruas e avenidas, acabam diante de um quebra-mar, orla ou sentados de um lado do cais, isto é, sempre perto da água. Se Niágara fosse uma catarata de areia, aposto minhas fichas que você pensaria duas vezes ao viajar milhas pra vê-la. Por isso, hoje fui até a Ponta Negra e, no trecho da minha caminhada obvervava o rio, enquanto as superfícies de corpos manauaras suavam em seu vai-e-vem. Tomei Tacacá, uma dessas comidas que uns chamarão de exótica. É uma espécie de sopa preparada com tucupi (caldo extraído da mandioca), goma de tapioca, camarão (o meu sem camarão, moça, por favor!) e jambu (hortaliça de efeitos anestésicos). Caminhei perto do rio, perto da areia e dos cachorros, enquanto uns comiam, outros jogavam futebol, outros nadavam, ouviam música, namoravam. 
Manaus é uma cidade-recompensa, pelo menos pra mim. Tive a sorte de conviver por muito tempo com sua temperatura de 30°C que dura o ano inteiro, suas comidas esquisitas, seus bichos estranhos, sua música exótica etc. Estou em casa.

Nenhum comentário:

Postar um comentário